Doença de Parkinson

Tratamentos da Doença de Parkinson

 

Tratamento Medicamentoso

 

A Levodopa continua a ser o medicamento mais eficaz para os sintomas motores. Ela deve ser indicada em pacientes que desenvolvam os sintomas mais tardiamente e naqueles que apresentem sintomas mais intensos.

 

O seu início pode ser postergado em pacientes jovens (a menos que os sintomas sejam intensos), em virtude das complicações motoras associadas ao seu uso crônico (por tempo prolongado). Estas complicações podem ter início após um período variável de tempo (cinco a seis anos de uso em média) e inclui a presença de movimentos involuntários (discinesias), assim como a necessidade crescente e frequente de doses (flutuação motora ou wearing-off).

 

Estas complicações podem ser minimizadas através do uso fracionado de baixas doses de Levodopa desde o início do tratamento, além do uso combinado e precoce de outras medicações disponíveis como: agonistas dopaminérgicos (Pramipexol; Rotigotina); inibidores da COMT (Entacapona); Amantadina; inibidores da Monoaminoxidase (Selegilina; Rasagilina).
 

A presença de sintomas não-motores (problemas cognitivos, dor, insônia, depressão, entre outros) reduz a qualidade de vida e deve ser tratada com igual importância e cuidado.
 

Deve-se ressaltar que nenhuma medicação foi capaz de reduzir ou evitar a progressão da doença até o momento. Salientamos nunca usar medicação sem prescrição médica.

 

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico mais utilizado para a Doença de Parkinson é a Estimulação Cerebral Profunda, também conhecido como DBS (Deep Brain Stimulation). Lesões precisas de estruturas cerebrais profundas (Talamotomia, Palidotomia e Campotomia) também podem ser utilizadas.


A estimulação cerebral profunda consiste no implante de eletrodos em pequenos núcleos situados na profundidade do cérebro. Estes eletrodos transmitem estímulos elétricos de alta frequência, reduzindo as disfunções elétricas cerebrais que servem de base para o aparecimento dos sintomas. Estes estímulos são gerados por um marca-passo, implantado na região peitoral.


A tendência atual é considerar a cirurgia quando as medicações não apresentem mais a mesma eficácia do início. Isto pode começar a ocorrer cerca de 5 a 6 anos após o início da Levodopa.

 

Após um período inicial de lua-de-mel com as medicações, os pacientes começam a apresentar:

 

  • Piora da qualidade de vida, apesar do uso correto das medicações;

  • Complicações decorrentes do uso crônico (por tempo prolongado) das medicações.

 

Deste modo, a cirurgia tem o papel de auxiliar o tratamento clínico, contribuindo para a manutenção da melhor qualidade de vida, por tempo mais longo possível. 

Ressalta-se que a cirurgia não tem o papel de substituir o tratamento medicamentoso, mas sim de complementá-lo.
 

Fonte: Dr. Fabio Godinho