Doença de Huntington

Tratamento Cirúrgico

 

A discussão sobre a cirurgia deve, de preferência, ser feita após confirmação diagnóstica por testes genéticos. Os candidatos à cirurgia ainda devem apresentar:

  • Limitações funcionais decorrentes da Coréia, apesar de estarem corretamente medicados;

  • Controle dos sintomas psiquiátricos, sem risco de suicídio;

  • Capacidade de informar sobre os efeitos positivos e negativos da estimulação cerebral profunda

  • Suporte familiar.


A Estimulação Cerebral Profunda é a técnica cirúrgica de escolha para os pacientes refratários ao tratamento clínico. A literatura descreve 12 pacientes operados até o momento, com seguimento que varia de 6 meses a 4 anos. Em suma, o tratamento cirúrgico traz uma melhoria significativa da Coréia (redução média de 55%). Não houve melhoria das discinesias, da bradicinesia e das alterações de marcha. A cirurgia melhorou a Depressão em alguns pacientes e não trouxe piora do quadro cognitivo.

Apesar do benefício motor (sobretudo da Coréia) e da qualidade de vida, a Doença de Huntington continou a progredir, mostrando que a cirurgia não confere efeito neuroprotetor. A melhoria motora foi observada nos pacientes seguidos a longo prazo (4 anos).

Referências
1 - Biolsi B, Cif L, Fertit HE, et al. Long-term follow-up of Huntington disease treated by bilateral deep brain stimulation of the internal globus pallidus. J Neurosurg 2008;109:130-2.
2 - Hebb MO, Garcia R, Gaudet P, et al. Bilateral stimulation of the globus pallidus internus to treat choreathetosis in Huntington?s disease: technical case report. Neurosurgery 2006;58:E383; discussion E383.
3 - Kang GA, Heath S, Rothlind J, Starr PA. Long-term follow-up of pallidal deep
brain stimulation in two cases of Huntington's disease. J Neurol Neurosurg
Psychiatry. 2011;82:272-7.
4 - Moro E, Lang AE, Strafella AP, et al. Bilateral globus pallidus stimulation for Huntington?s disease. Ann Neurol 2004;56:290-4.

 

Fonte: Dr. Fabio Godinho