Distonia

Tratamento Cirúrgico

 

Para indicar o tratamento cirúrgico, é fundamental o diagnóstico correto do tipo de Distonia. Isto deve ser feito por um neurologista especializado em Distúrbios do Movimento. Esta etapa é importante, uma vez que os diferentes tipos de Distonia respondem de modo diferente ao tratamento cirúrgico.

As Distonias primárias (de causas genéticas) respondem melhor ao tratamento cirúrgico que as Distonias secundárias (associadas à Doença de Wilson, Mitocondriopatias, lesões traumáticas, vasculares, entre outras).

Dentre as Distonias primárias, aquelas associadas às mutações do gene DYT1 são as que melhor respondem. Respostas favoráveis, porém menos robustas, são descritas em pacientes com Distonia tardia e Distonia Mioclônica.


Dentro do painel de respostas acima descrito concluímos que:

 

  • Para distonias primárias associadas à mutação DYT1, a indicação cirúrgica é inquestionável;

  • Nos demais casos de distonias primárias e distonias secundárias, a relação custo-benefício do tratamento cirúrgico deve ser discutida entre paciente e equipe médica.


A estratégia cirúrgica mais utilizada no momento é a Estimulação Cerebral Profunda (DBS). Ao contrário da Doença de Parkinson e do Tremor Essencial, os benefícios da cirurgia podem se iniciar apenas alguns meses após a cirurgia. Suporte psicológico é de extrema valia no pós-operatório.

Fonte: Dr. Fábio Godinho