Estimulação Cerebral Profunda - DBS

Riscos do Procedimento Cirúrgico

 

Os riscos da cirurgia podem ser divididos em 3 grupos:
 

1- Relacionados ao ato cirúrgico: o hematoma intracerebral é a complicação que pode trazer maiores danos (déficit motor, alteração da fala, do nível de consciência e risco de vida). A frequência destes riscos varia de 0.5 a 5% nos grupos de maior prestígio. Nossa experiência (após mais de 300 cirurgias) registrou uma frequência de complicações sérias em 0.5% dos pacientes. Outras complicações incluem: hematoma subdural, pneumocrânio e posicionamento inapropriado dos eletrodos. Todas estas complicações são raras nas mãos de equipe experiente.
 

2 - Relacionados ao equipamento de estimulação: infecção (frequência de 2 a 13%); danos ao equipamento (1 a 15%); migração dos eletrodos (0 a 19%); reação de corpo estranho. Estas complicações são mais frequentes que as primeiras. Porém, as suas consequências não são tão graves como as relacionadas ao procedimento cirúrgico.
 

3 - Relacionados à estimulação elétrica: declínio cognitivo; distúrbios psiquiátricos (mania, depressão, impulsividade); alteração da fluência verbal; distúrbios sensoriais. Estas complicações são mais frequentes em grupos com menor experiência com a técnica cirúrgica e com as rotinas de estimulação no período pós-operatório.
 

Vale ressaltar que a frequência das complicações cirúrgicas é pequena e muito variável. Ela depende da experiência profissional do grupo e das condições clínicas do paciente. Logo, para reduzir os riscos associados à cirurgia, é fundamental a realização de uma investigação neurológica, neuropsicológica e neurocirúrgica cuidadosas. Boa experiência com a técnica cirúrgica e com as rotinas de neuroestimulação também minimizam muito estes riscos.

 

Fonte: Dr. Fabio Godinho